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A Jornada de um Estudante

Um estudante da vida, que escreve do que pensa, do que vê e do que sente

O uso da memória

04.01.20 | Gonçalo

É interessante pensar que em algum momento da história tudo o que se sabia não estava nem escrito, nem gravado. Tudo o que se sabia estava na memória. Se não fosse a memória tudo aquilo que sabemos do passado era-nos desconhecido, para sempre.

Na altura, a memória era o conhecimento absoluto. Mais tarde, quando apareceram as primeiras formas de escrita, esta veio para armazenar todo o conhecimento que se tinha acumulado na memória. Já que o papel, ao contrário de nós não sofre um processo biológico: o esquecimento.

Consequentemente, com a vinda dos livros e de cada vez mais formas de armazenar informação, fez com que ficássemos mais propensos ao esquecimento. Porque, se já temos tudo ao nosso alcance, porquê fazer o esforço de não esquecer? E isso nota-se nos dias de hoje. São poucas as pessoas que se lembram de mais que 4 ou 5 números de telemóvel. São poucas as pessoas que se lembram de mais de 4 ou 5 datas de aniversários. Entre outros exemplos.

Mas não é por isto que se pode dizer que a nossa memória não é tão boa como foi em tempos. Isso não é verdade. A verdade é que não lhe damos o devido uso. Não a utilizamos de forma a atingir todas as suas capacidades.

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