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A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

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Photo by Jesse Martini on Unsplash

Na idade média, a memória servia de veículo para transmitir os conhecimentos da época às gerações seguintes. Os povos memorizavam os seus experimentos, tanto o que corria bem como o que corria mal. Como não havia qualquer forma de os armazenar para alguma pesquisa posterior, e a escrita também não estava acessível para a maioria da população, a memória era assim a única ferramenta que tinham para passar conhecimento às gerações futuras.

Com o passar do anos, a escrita foi tornando-se cada vez mais acessível e recorrente. Estando ao alcance de mais pessoas o guardar de experiências através dela. Devido a isso, começou a questionar-se o papel da memória.

Com o aparecimento das mais diversas ferramentas de armazenamento de conteúdo, como a escrita, o áudio e o digital, será na mesma necessário memorizar certos factos ou experiências que agora são facilmente pesquisáveis?

É fácil cair na falácia de que a memória já não é tão útil como antes. As gerações futuras já não dependem daquilo que nos lembramos ou não do passado. Elas podem facilmente ler, ouvir e pesquisar a esse respeito. Fazendo com que o que sabemos do passado pouco ou nada interesse para o seu conhecimento.

A verdade é que a memória nunca deixou de ser importante. Sim, hoje já não dependemos dela para isso, mas dependemos dela para muitas outras coisas.

Como o Psicólogo Marc Smith escreveu no seu Blog em 2012: "Memorising facts can build the foundations for higher thinking and problem solving. Constant recitation of times tables might not help children understand mathematical concepts but it may allow them to draw on what they have memorised in order to succeed in more complex mental arithmetic."

Tomemos como exemplo a seguinte frase:

"O índice mitótico, um parâmetro para o estudo do ciclo celular, informa-nos sobre o número de células em mitose numa população de células em estudo".

Se não soubéssemos pequenos conceitos como "índice mitótico", "ciclo celular" e "mitose", teríamos de pesquisá-los apenas para conseguir perceber a frase. Já para não falar de que não conseguiríamos ter uma conversa fluida e informada sobre o tópico não sabendo os básicos do que se trata.

Outro bom exemplo da importância da memória é o de Simon Eskildsen, um jovem dinamarquês apaixonado pela leitura e aprendizagem. Numa entrevista, sobre o quão a memória é subestimada, ele disse: "For example, memorizing all of the U.S. presidents is something that people might think is for show. But to me it’s actually really helpful to know who was president at a certain time because it allows you to connect the president with that time period."

Com isto, não digo que temos todos de ser como Simon e decorar todos os Presidentes do EUA. Mas temos de concordar que ao sabê-los, conseguimos ter conversas mais fluidas e informadas cronologicamente sobre esse tópico. Não estando dependentes da pesquisa para sabermos pequenos pormenores ou factos que poderíamos saber de antemão.

Concluindo, antigamente, a memória era fundamental para passar experiências de gerações em gerações. Hoje em dia, temos outras ferramentas que nos ajudam a transmiti-las e ainda de forma mais precisa. Contudo, a memória continua a ser importante no nosso dia-a-dia para interpretar, atuar e falar de forma continuamente informada.

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