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A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

Sou uma pessoa que se considera um tanto ou quanto apaixonada por desenvolvimento pessoal. Gosto de ler artigos, livros, ouvir podcasts, ver vídeos, tudo em torno desse assunto. Gosto da ideia de conhecer o que funcionou bem para os outros, que poderá funcionar para mim também. Tornando-me mais claro, mais consciente, mais produtivo e eficiente. No fundo, uma pessoa melhor e mais completa.

Tenho um medo verdadeiro que é o de crescer e não crescer realmente. Envelhecer, ficar mais maduro, mas não aprender nada com isso, não ficar mais culto. A urgência de aprender, seja com o que consumo ou com o que vivo é constante. Isso é o significado de vida para mim. E o desenvolvimento pessoal é uma parte essencial dela.

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Photo by Brad Barmore on Unsplash

Existem momentos na nossa vida em que largar é a melhor coisa a ser feita. Muitas vezes temos consciência disso e mesmo assim temos dificuldade em fazê-lo. Talvez por medo, por receio de deitar a toalha ao chão após tanto esforço depositado em algo, não sei. Mas, apesar de qualquer razão, se temos consciência que devemos largar algo, é porque no momento nos faz mais mal que bem. E se isso acontece, é hora de recuar.

Temos estes sentimentos nas mais variadas ocasiões. Umas mais importantes que outras, mas o sentimento que despertam no final é o mesmo. Desde pessoas que nos desiludiram até uma sessão de estudo que nós seguramos o cansaço ao máximo, mesmo não rendendo mais nada após pouco mais que 1 hora. Recuar é difícil e é para todos.

Quem recua não é mais fraco que ninguém, pelo contrário, é mais forte. É sinal que se sabe valorizar. É ter consciência que aquilo não lhe faz bem, e que no final do dia há mais pontos negativos que positivos. Recuar requer coragem e disciplina. É estar numa luta constante contra a resistência do querer continuar e mesmo assim sair. 

Após toda esta luta, felizes são os que recuam. Porque depois de tudo passar, uma decisão que sempre pareceu tão difícil ser tomada, parece tão mais fácil. Mas isso não significa que se tornou mais fácil realmente. Vai sempre ser difícil. O importante é saber que depois de recuar, muitas vezes as coisas ficam melhores. Tanto para nós, como para os outros.

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Photo by Sandis Helvigs on Unsplash

Ontem ouvi uma pergunta que me ficou na cabeça desde então: "Se tu ligasses às 2h da manhã a amigos, quantos deles retribuiam a chamada?". Pensa nisso por um momento. 

Esta pergunta leva-nos ao encontro de vários conceitos como amizade, compromisso, confiança, lealdade, entre muitos outros. Leva-nos a questionar até (sendo isto bom ou mau) quem dos nossos amigos era capaz de se preocupar connosco a este ponto. E é nesse tópico que quero chegar.

Amizades superficiais existem, quer queiramos quer não, quer saibamos exemplos ou não, a verdade é que existem e não são poucas. Não sei bem o intuito delas. Talvez para mostrar, vangloriar, não deve passar por aí. Mas, o que é que essas "amizades" trazem mesmo de valor para a vida de alguém? Trazem memórias? Não. Trazem sentimento? Não. Trazem transparência? Também não. Certamente também não haverá de ser uma dessas amizades que fizesse com que alguém acordasse por nós a meio da noite...

Manter conexões e relações com pessoas é tão importante e gratificante quando criadas de forma genuína e verdadeira, que é uma pena mascarar estes sentimentos com amizades superficiais. Nenhuma das partes ganha com isso. Muito pelo contrário, só perdem.

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Photo by Chang Duong on Unsplash

Há uma frase que diz "tu és a média das 5 pessoas com quem passas mais tempo". Eu acredito nessa frase, contudo, não por inteiro. Isto porque uma pessoa não se define apenas pelas pessoas com quem ela se dá. É apenas uma parte disso, isto é um pouco mais complexo.

O nosso ambiente externo, define muito aquilo que nós somos e sentimos no dia-a-dia. O problema é que em tempos de isolamento social, o que nós éramos e sentíamos há uns meses para cá, pode ter vindo a mudar. Talvez não nos sentimos tão motivados como outrora, caindo mais facilmente na distração. Deixamos os deveres para mais tarde como se não soubéssemos que esse "mais tarde" facilmente se transforma em meses se assim o permitirmos. 

Cabe a nós, portanto, mudar isto. Conseguimos mudar os nossos sentimentos e motivações de acordo com aquilo que consumimos no dia-a-dia. Existem tantos conteúdos na Internet, livros, vídeos, podcasts com informação tão valiosa que é importante não ser esquecida. Abraçar esse tipo de conteúdo é como se aceitássemos os devidos criadores no nosso grupo de amigos. Aprendendo e interiorizando todos os hábitos, rotinas, métodos de trabalho, disciplina e estratégias deles; incorporando-as assim na nossa vida.

Toda a informação que precisamos para sermos melhores está disponível igualmente para todos, a diferença é que uns utilizam-na, outros não.

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Photo by NordWood Themes on Unsplash

Nos dias que correm fala-se muito sobre como nos devemos entreter em casa. Com dicas e formas de passar tempo de qualidade no nosso cantinho, sem que após este tempo todo de isolamento social não acabemos paranóicos ou depressivos. Vê-se muito por aí das mais variadas opções, desde treinar, meditar, ler, escrever, começar um novo hobbie ou mesmo continuar com outros. Certamente este é um tópico importante, eu mesmo já falei disso aqui. O que não vejo tanto por aí é sobre como trabalhar por casa. Como nos conseguimos manter focados, e conseguir realmente fazer o que temos para fazer.

Estamos em isolamento social, é verdade, mas a nossa vida não parou. Precisamos de trabalhar na mesma. E, por vezes, com esta mudança repentina de rotina, torna-se difícil conciliar o que temos para fazer. De um momento para o outro, o nosso lar, passou a ser o local onde fazemos tudo. Desde o lazer, ao exercício físico, ao trabalho; fazemos tudo dentro destas quatro paredes. Com isto, a pergunta chave é: Como conseguimos focar realmente estando nós mergulhados num ambiente de distrações, o nosso lar?

Muito bem, eu, neste momento, escrevo no meu quarto. Não é habitual, costumo escrever na sala, mas hoje decidi mudar. Mudar porquê? Porque me queria concentrar e sinto que nos dias passados não consegui fazer isso. Não consegui dedicar o tempo que queria às tarefas que tinha para fazer da faculdade e decidi então mudar de ambiente para ver se ajudava. Saí da sala, um local aparentemente com muitas distrações e ligado profundamente ao lazer, para o meu quarto, onde só entro quase para dormir. Estou sentado à secretária há pouco mais de uma hora e tenho-vos a dizer que está a valer a pena. Por enquanto tenho-me conseguido concentrar. Para além de já ter conseguido organizar umas tarefas da faculdade, este texto sai-me de uma forma tão natural como há muito tempo não saía. Se espero que seja sempre assim daqui para a frente quando estiver aqui sentado? Claro que não. Quando chegar esse dia, penso em mudar outra vez. Por agora, daqui em diante, parece que vou passar mais tempo no meu quarto que o habitual.

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Photo by Thought Catalog on Unsplash

Pessoas precisam de histórias. Histórias de dragões, de heróis, de príncipes e de princesas. Realidades para além da realidade, é disso que tudo se trata. Locais onde as pessoas se podem recolher no final do dia para aproveitar e relaxar. Longe de responsabilidades, da rotina, longe de tudo.

Livros de histórias são um ombro amigo no qual nos podemos debruçar. Seja em momentos bons, ou menos bons. Sempre presentes, ali, para nós.

Livros de histórias são uma lufada de ar fresco num dia pesado. Leituras que nos conseguem fazer levantar a nível emocional e colocar-nos um sorriso nos lábios. Fazendo-nos sonhar por terras nunca antes conhecidas, com personagens nunca antes apresentadas.

Esta é a importância das histórias. Um local onde podes imaginar tudo o que quiseres sem qualquer travão para a criatividade. Um local onde tu crias o teu próprio mundo. Um local onde podes ser feliz.

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Photo by Nong Vang on Unsplash

Problemas como: a colocação do rolo de papel higiénico, a cor do famoso vestido e cereais ou leite primeiro, são questões que estão intensivamente discutidas e respondidas de certa forma pela internet fora. Todos temos a nossa própria resposta formulada e, muitas vezes, temos dificuldade em aceitar outras respostas. Mesmo, quando sabemos que não existe efetivamente "a única resposta possível" à respetiva questão. 

Isto não é um grande problema quando se trata de problemas desta dimensão, mas trata-se de um grande problema quando levamos estas mentalidades para situações maiores e mais importantes. Ficar fechado na nossa bolha, rejeitando outras e quaisquer ideias, na grande maioria das vezes (se não sempre) não é bom. Pior ainda, se fizermos isso sem tentar perceber o lado dos outros e a forma como estão a pensar e a observar o problema. Podemos estar certos, sim, mas também podemos estar errados. Ou então, pode mesmo não haver tal coisa de "certo ou errado" no problema em questão, tratando-se apenas de mera opinião pessoal.

A verdade é que nem tudo é o que parece. E na grande maioria das vezes há mais lados do que aqueles que aparenta ter.

claire-mueller-DhxxJ7PGRaw-unsplash.jpgPhoto by Claire Mueller on Unsplash

É irónico pensar que nós dedicamos tempo especialmente para o ato de pensar, seja num problema ou outra coisa qualquer e, quando não pensamos efetivamente, é que nos vem a solução. É frustrante e agradável ao mesmo tempo. Há nisso algo de produtivo e eficiente que gostamos especialmente. Mas, porque isto acontece mesmo?

Porquê porquê, não sei. Sei sim, que há medida que o tempo passa, o nosso cérebro (tão nosso amigo que ele é) não pára. E, mesmo que não estejamos a pensar conscientemente em algo, ele está a trabalhar nisso por nós. Após o tempo que ele necessitar, quando menos esperarmos, o cérebro envia-nos um sinal de Eureka!. Oferencendo-nos a solução, a ideia, que tanto pensámos e trabalhámos para ter e não conseguimos. Agora aqui está ela, à nossa mercê. Sem que "tivéssemos feito nada em concreto".

Isto explica o porquê de muitas das nossas melhores ideias nos aparecerem nos momentos mais estranhos e inadequados de sempre. Ora quando estamos a tentar dormir, a andar a pé por aí, ou mesmo a tomar banho. Isto faz-me pensar que provavelmente teremos de arranjar mais momentos de procrastinação e menos momentos próprios para ter ideias. Pois parece-me que quanto mais pensamos em algo, menos pensamos nesse algo. Se é que isto faz sentido.

A esperança média de vida em Portugal, neste momento, ronda os 81 anos. 81 anos que passamos com a nossa pessoa. Sempre. Sem pausas nem intervalos. 81 anos é muito tempo de ser passado com alguém em quem guardamos rancor ou ódio por alguma coisa. Diría que, se passássemos os 81 anos desta forma, sem nos perdoar, não seriam de certeza 81 anos bem vividos. Seriam certamente anos repletos de escuridão e mágoa.

Ser humano é complicado. Ser humano é estar entre o bom e o mau. Cambaleamos por aí tentando não cair no caos. Mas, numa vida completa, é difícil isso não acontecer.

Por muito que tentemos, anos e anos, o terrível por vezes ocorre. Martirizamo-nos, magoamo-nos por isso. E onde isso leva? A lado nenhum. O que está feito, está feito e não há nada a fazer sobre isso. Infelizmente não temos controlo sobre o passado, temos sim controlo sobre o futuro. Por isso, ao invés de te focares no passado, foca-te no futuro. Perdoa-te. Consciencializa-te do que correu mal, aprende com isso e segue em frente.

O poder da escrita é algo que muitas vezes não é tido em conta. Com o avanço das tecnologias, outras plataformas de partilha de conteúdo vieram a dar lugar à escrita. Mas, apesar de tudo, a escrita manteve-se firme e nunca desapareceu. Isto porquê? Porque há pelo menos um pormenor em que ela é melhor que todas as outras formas de comunicação: a escrita faz-nos falar connosco próprios.

Ao lermos algum texto, existe a possibilidade de nos identificarmos com ele. Chegando a pensar mesmo, se o texto foi escrito especialmente para nós. É de tal forma perfeito e encaixa tão bem na nossa vida que chega a ser assustador. Sendo capaz de nos causar arrepios. É um sentimento único. Nem áudios nem vídeos conseguem passar essa sensação. Porque, enquanto nas outras plataformas alguém está a falar para ti, na escrita tu lês. Lês algo escrito por alguém que se encaixa na tua realidade. Lês algo que te faz abrir os olhos porque nunca pensaste ler e dizer algo para ti próprio como disseste. Podendo muitas vezes mudar a tua forma de pensar, ou mesmo, mudar a tua vida.

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