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A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

A falta de noção das pessoas é algo que não consigo entender.

Pessoas que mostram só se preocuparem com elas próprias, pessoas que só pensam num futuro próximo, pessoas que pensam que as coisas só acontecem aos outros... É incompreensível e extremamente irresponsável. Se conseguissem por um momento que seja, deixarem de olhar apenas para o seu umbigo, levantar a cabeça e olhar ao seu redor, ajudava. Viam então que a situação não está famosa e que toda a prevenção é pouca. 

Apesar de tudo, não é caso para pânico. É caso sim, para estarmos alerta. Alerta e conscientes das nossas escolhas e ações. Alertas do que fazemos, para onde vamos e com quem estamos. Se tudo isso é ou não evitável. Porque não podemos pensar só em nós, mas pensar na nossa sociedade como um todo. E, tal como uma sociedade deve fazer, vamos por favor remar todos para o mesmo lado. 

Nos últimos 11 dias, tenho implementado na minha vida um hábito que já há algum tempo não praticava: a meditação. Sempre fui um bocado cético em relação a este hábito, apesar de conhecer todos os benefícios que ele traz. Não sei. Começava a meditar, passando uns dias, deixava-o de lado outra vez. Não conseguia ser consistente. Há 11 dias atrás retornei e, até falha em contrária, é para continuar!

São agora, precisamente 22h52 quando acabo de meditar. E, durante a sessão de hoje, surgiu-me no pensamento a pergunta: "Porque medito mesmo?". Uma boa pergunta. Da qual não consegui largá-la o resto da sessão e fiquei a pensar em possíveis respostas.

Posso dizer que todos os benefícios que vi que a meditação trazia a muitas pessoas eram-me muito apelativos. Toda a clareza que ganhavam, a organização geral nas vidas, o bem estar tanto físico como psicológico, é tudo algo que me interessa muito mesmo. Parte do porquê de ter começado a meditar é por isso. A outra parte é devido ao meu ceticismo. À minha constante dúvida se as coisas são mesmo como aparentam ser. A verdade é que só sei, se as experimentar. E agora aqui estou eu (após algumas tentativas, claro).

Sei que 11 dias não chegam para analisar nada em concreto. Contudo, para além dos benefícios que tanto se fala a longo prazo, já consegui notar alguns a curto prazo, ou melhor, durante as pequenas sessões. 

Quando recomecei, recomecei devagar. 5 minutos, sentado no chão, confortavelmente, preferencialmente encostado à parede de olhos fechados, numa divisão onde não estivesse mais ninguém, a tentar focar somente na respiração. Este tem sido o meu pequeno ritual. À medida que os dias foram passando, fui aumentando gradualmente o tempo das sessões, até que hoje meditei durante 20 minutos! Tenho-vos a dizer que tem sido uma experiência muito agradável. É como se tirasse um bocadinho das minhas 24 horas diárias para parar, deixar de pensar, e focar em mim e na minha respiração. Sinto que a meditação ajuda-me a ter os pés bem assentes na terra. Como se com os problemas do dia-a-dia e com todo o movimento e ansiedade que a rotina acarreta, a terra tremesse mas eu ficasse intacto e verdadeiramente presente, independentemente de tudo. Para além disso, no momento que me encontro de olhos fechados, não sinto nada, como se estivesse quase anestesiado. Estou em corpo, único, mas sinto cada peça que me pertence. Sinto o bater do meu coração, sinto o sangue a passar-me pelos vasos... É um sentimento e uma sensação difícil de explicar. Sei apenas que é algo que me tem sido agradável e que tenciono continuar. Acredito que me trará mais benefícios para além dos que já consegui identificar. Que venham mais sessões como estas... ou melhores!

Não vemos coisas onde elas existem e insistimos em ver coisas onde não existem. Enganamo-nos voluntariamente diariamente sobre o que vemos e o que não vemos, privando-nos da verdade e da realidade.

Doenças, rumores...

Com isto, engolimos a informação que nos metem à frente e tomamo-la como verdade absoluta, estando ela muitas vezes errada, também. E onde está a verdade? Por aí. Algures perdida numa esquina de uma rua. Num local onde ninguém a encontra, porque na realidade ninguém se interessa e ninguém quer saber. Os boatos saciam muito mais o cérebro que a verdade. Libertando assim dopamina e serotonina, desencadeando ainda mais sede de boatos. E, enquanto assim for, nada vai mudar.

08 Mar, 2020

Copo meio vazio

Para algumas pessoas a vida é a preto e branco. Não esperam nada de ninguém, nem vêem nada de bom em ninguém. Falam constantemente mal dos outros como se de tudo soubessem, quando na verdade não sabem nada. São excêntricas e não têm problema nenhum em afirmar quão mal algo vai correr, mas não pensam em: "Quais as probabilidades disse realmente acontecer ?". Uma pergunta tão simples e tão eficaz para acabar com pensamentos tão destrutivos como estes.

Há que deixar estes óculos em casa. Sair e ver o mundo a cores. Um sítio onde acontecem coisas más, mas também coisas boas. Um sítio onde ora o copo está cheio, ora vazio, ou até por vezes a metade (o que já não é mau). Vamos começar a ver o mundo como realmente ele é. E, provavelmente, aprenderemos algo com isso.

Uma montanha daquelas que quando começam tu te seguras aos apoios antecipando o pior. Uma montanha daquelas que te coloca de cabeça para baixo, não uma, não duas, mas muitas vezes. Uma montanha daquelas que até a espera para começar te assusta, porque é isso que a vida faz.

Até que, a vida começa. Começa a subir, entre voltas e reviravoltas, colocam-te de cabeça para baixo. Gritas. Voltas ao normal, chegas ao paraíso. Aí, apercebes-te que vais fazer uma descida a pique, chegas ao inferno. Altos e baixos. Perdes a noção do espaço. Não consegues ver a vida como um todo, mas apenas como "mais um obstáculo". Fica difícil.

Com o passar dos obstáculos e com a rapidez deles, encontras-te num túnel. Vês uma luz. É o fim. Durante o percurso sempre preocupado com o que vinha imediatamente a seguir, nunca pensando que um dia ia acabar. Já sem noção do espaço, perde-se também a noção do tempo. E a viagem acaba.

Nem sabem o que hoje me aconteceu! Estava eu, muito tranquilo e sossegado a jogar plague inc. no meu computador. Sabem, aquele jogo em que tu dás nome a um vírus e tens a missão de aumentar os sinais, sintomas, vias de contágio dele até conseguires, eventualmente, extinguir toda a população terrestre antes que a sociedade encontre a sua cura. No início do jogo dei ao meu vírus o nome de covid-19, pensei que seria um nome bastante interessante para ser utilizado, e assim foi. 

Ao fim de uns bons 30 minutos a jogar arduamente, já tinha infetado todos os continentes à exceção da Antártida. O surto tinha começado na China, mas já tinha infetado países como Brasil, Alemanha, Itália, Portugal, África do Sul, Austrália e muito outros. A situação estava a aproximar-se a passos largos de ser considerada uma pandemia!

Estava tudo a correr como planeado, quando, o meu computador mostra uma mensagem de erro devido a um potencial vírus. Fico devastado. Ao tentar reverter a situação rapidamente para não perder os dados do jogo, o computador desliga-se. Fiquei sem reação. O pior nem foi mesmo isso. O pior foi mesmo o computador até agora não ter ligado. É preciso ter azar! Eu a utilizar um "vírus" para acabar com o Mundo e foi um vírus a acabar comigo!

Todos os pequenos hábitos, palavras e ações que fazes definem quem tu queres ser no futuro. São eles que formam a personalidade e imagem que vais ter, quer tu queiras, quer não. Por isso, pensa. Pensa em quem tu queres ser. Imagina a tua melhor versão e certifica-te também que pensas no que é preciso fazeres todos os dias para alcançá-la.

São as pequenas coisas que tu fazes hoje que fazem com que tu sejas grande um dia.

Passeio pela ponte,

vejo centenas de carros a passarem na estrada por baixo de mim.

Cada um diferente um do outro.

Vejo-os pequenos, mas rápidos.

Consigo notar na expressão cansada e apática dos condutores, 

E pergunto-me: É esta a vida que quero?

Onde os mesmos carros, 

com as mesmas pessoas,

percorrem o mesmo trajeto, 

todos os dias sete vezes por semana.

Onde os próprios carros já sabem melhor o caminho que o dono.

Onde os semáforos param os mesmos carros à mesma hora, pelos mesmos motivos.

Onde a monotonia é a personagem principal da vida destas pessoas.

E eu pergunto-me: É esta a vida que quero?

Recentemente, Ali Abdaal falou na sua Newsletter sobre beneficiando dos seus próprios conselhos. Isso fez-me pensar, pois me identifiquei completamente com ele. Eu mesmo, muitas vezes dou por mim a seguir dicas e conselhos que dou aqui no Blog.

Sinto que não é raro as pessoas pensarem que as pessoas que pregam estes conselhos todos e estes ideais têm a vida toda organizada, toda perfeita. Como se a vida fosse literalmente um mar de rosas. Penso isto, pois também também me vem à cabeça de vez em quando, como é claro. Mesmo sabendo que não se trata da realidade. [Falo por experiência própria]

Por trás de cada conselho, de cada dica, de cada palavra; seja ela escrita ou falada, encontra-se uma pessoa. Pessoa essa que tem problemas, altos e baixos, como toda a gente. Ela não é diferente. E muitas vezes, escreve, fala, produz conteúdo, para não só tentar ajudar as pessoas que a seguem e que admiram o seu trabalho, mas para a ajudar a si própria também. Porque o facto de falar e escrever muitas vezes ajuda a pensarmos realmente dessa forma. Assim, todos estes textos, vídeos e podcasts são conteúdos que toda a gente fica a ganhar: tanto quem os produz, como quem os consome.

Não percebo. Não percebo o que uma pessoa pensa para chegar à conclusão que vai comentar alguma coisa negativa com o intuito de rebaixar alguém. Juro que não consigo perceber. Ao verem algo, pensam em comentar algo e realmente o fazem. Dão-se a esse trabalho. Não percebo mesmo o que ganham com isso...

Uma coisa é certa, devem ser mesmo pessoas infelizes. Tão infelizes que a única felicidade que conseguem ter é com a infelicidade dos outros... Só assim...

Como devemos reagir a isto? Pois bem, eu acho que não nos devemos sentir mal porque alguém pensa assim de nós ou porque alguém se deu ao trabalho de demonstrar esse ódio. Devemos sentir pena dessas pessoas e não querer ser como elas. Ignorar. Não é a opinião de alguém que vai deixar cair quem nós somos. Infeliz é a pessoa que pensa que isso é verdade. Pois está ela muito enganada...