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A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

Todos temos rituais que por vezes nem os vemos como tal. Estão tão enraizados em nós que já é algo feito inconscientemente. Quando escrevo, aparentemente pratico sempre o mesmo ritual. Ajuda-me a entrar num estado de fluxo. Onde o conteúdo flui muito mais naturalmente.

Todos os dias, deixo a escrita para o final do dia. Sinto que com o percorrer do dia, todas as experiências e vivências vão-me ajudar com o que escrever e como escrever. É algo que está arrumado no cantinho do meu pensamento e que se encontra em contínuo processo criativo. O final do dia chega, sento-me em frente ao computador, abstraio-me de todas as redes sociais, notícias e afins. Abro uma página em branco e começo a rever o meu dia de trás para a frente. Com isso, espero encontrar algo útil: uma história, um pensamento que ocorreu no meu dia e que seja interessante partilhar e voilà. Nasce assim um novo post para A Jornada de um Estudante.

É importante termos uma pequena rotina para atividades como esta: a escrita. Preparam-nos para o que aí vem. De forma a quando começarmos, nos certificarmos que o fazemos bem. Ajuda a diminuir a resistência do começar e do que escrever. Resultando assim num produto final melhor conseguido.

08 Fev, 2020

Um momento

Num momento eu sei tudo, no outro já não sei nada.

Num momento está tudo bem, no outro já não está.

Num momento algo é sempre verdade, no outro já passa a ser mentira.

A vida é feita de momentos. E apenas um pequeno momento, no grande momento que é a vida, pode mudá-la completamente.

Os pássaros esta semana deram-nos um tema que me fez lembrar uma TED Talk de Mikhail Varshavski (mais conhecido como Doctor Mike aqui pelas Internets). Nesta conferência ele falou da epidemia do "Eu sei tudo". Referindo que muitas das pessoas que dispendem do seu tempo para ir ao médico, chegam lá e esperam que os médicos tenham resposta para todas as perguntas que lhe façam, quando na realidade não é isso que acontece.

 

Os médicos estudam muito ao longo do seu percurso académico e continuam a estudar ao longo das suas carreiras. E mesmo assim, um paciente pode perguntar-lhe alguma coisa e ele mesmo assim dizer "Não sei". Ou pode acontecer também eles se enganarem. Sim os médicos enganam-se. É raro, felizmente. Mas acontece. 

 

O facto deles ou outra pessoa dizer "Não sei" devia ser melhor recebido. É bom. É bom ter a coragem de admitir isso e é admirável essa honestidade e humildade. Porque, no final das contas, quem é que sabe tudo? Nem os médicos, nem ninguém. 

 

Por isto, não me parece haver caso para dizer: "É que isso de médicos, nunca fiando".

É tão bom encontrarmos pessoas que nos ajudam sem nos inferiorizarem. Fazendo sentir-nos bem-vindos, de pessoa para pessoa. Dá gosto trabalhar e conviver com pessoas destas. É como tudo se tornasse tão natural, leve e espontâneo...

Sinto tamanha gratidão, pois não é raro encontrar-se pessoas que não estão dispostas a ajudar quem não sabe. Ao invés de ensinar e ajudar, só deitam a pessoa abaixo. Não percebo o que essas pessoas ganham com isso, mas sinto pena delas. Pena por terem uma vida tão escura e fechada. Emfim, não vale a pena dar importância a pessoas destas. Tanta pessoa boa neste mundo, porque dar importância às más?

Por isso, a mais pessoas com mente aberta. Com uma mentalidade de ajudar o próximo. Sem pedir nem esperar nada em troca. Porque estamos todos neste mundo, sendo uns para e pelos os outros. E é disso que tudo isto se trata.

Todos nós tivemos em algum momento da nossa vida medo de partilhar o que pensávamos. Ora por medo das críticas, ora por outra coisa qualquer. Existe sempre uma desculpa. Mas e que tal... deixar os medos e receios de lado e partilhar mesmo assim? Partilhar o que pensamos, o que sentimos, o que achamos que está certo. Porque, apesar de tudo, não passa da nossa perceção das coisas.

Muito do medo é devido ao medo das críticas. Medo das pessoas que lerem ou ouvirem o que temos para dizer, pensem de forma diferente de nós. Mas, porquê pensar dessa forma? Porque não pensar sobre as pessoas que se poderão identificar com o que nós dizemos ou que poderão beneficiar de alguma forma com isso? 

Ambas os casos são possíveis. Ao longo do tempo, vamos encontrar de tudo. Mas é importante pensar que ao privarmo-nos de partilhar algo, vamos privar também alguém de conhecer a nossa ideia. Ideia essa que podia mudar a vida de alguém. Fazendo com que pensasse de maneira diferente, e para melhor.

Gosto de escrever. Gosto da forma como as letras se enterlaçam umas nas outras formando palavras e como estas, toda juntas, criam uma harmonia perfeita formando frases. 

É impressionante como um conjunto tão limitado de letras consegue construir algo tão grande e poético. Transmitir tudo aquilo que o escritor quiser transmitir. Fazendo com que o leitor mergulhe numa realidade paralela, fictícia ou não, sentindo como se estivesse presente na história. É isto que me fascina, pois não vejo nada mais poderoso que o poder das palavras.

Apesar disto tudo, ser escritor não é fácil. Requer responsabilidade. Porque mesmo tendo este poder todo, por vezes não é fácil controlá-lo.

Por exemplo, as palavras podem não sair como queremos levando a falhas na compreensão e intrepretação ou podem mesmo sair como queremos mas as pessoas podem não querer ler o que temos para dizer levando a oposições de ideias e desacordos.

Como qualquer arma, a escrita também tem de ser domada. Para a conseguirmos controlar, antes que ela nos controle a nós. E para isso o que é preciso fazer? Escrever, escrever, escrever.

O sucesso é desejável por muitos. É visto como um mar de rosas, uma fonte de felicidade e positivismo. A verdade é que não é assim. Todo o sucesso tem um lado obscuro. E os que dizem que não tem, isso não significa que não existe, mas que ainda não o encontraram.

Para se chegar ao sucesso, tem de haver sacrifício. Tem de se abdicar de coisas para se conseguir ter outras. Seja abdicar de tempo, disponibilidade, relações e/ou outras tantas. Mas sinto que muitas vezes essa parte é ignorada ou esquecida.

Toda a gente quer sucesso, mas ninguém quer as desvantagens que isso acarreta. 

Por exemplo, médicos que conseguem ultrapassar as emoções que têm quando perante a morte de um paciente é uma qualidade com a qual tiveram de aprender a ter. Mas por outro lado também podem começar a ser demasiados "frios" quando se trata de um amigo ou familiar. Criadores de conteúdo que são perfeccionistas conseguem chegar a verdadeiras obras de arte. Contudo esse perfeccionismo todo pode lhes custar nas relações que têm com a família e amigos.

O sucesso é complexo e é difícil de ser analisado. Se todo o sacríficio vale a pena pelo sucesso? Isso já é uma pergunta que só tu poderás responder.

Eu não sou muito de me subscrever a Newsletters de outros bloggers ou criadores de conteúdo. No entanto, subscrevi-me a duas que me têm sido muito úteis. Por isso, senti-me confiante a vir aqui recomendá-las a vós.

A primeira que vos quero falar é a de Ali Abdaal. Um estudante de medicina que tem não só um Blog, mas também um canal de YouTube e um Podcast. Centrando-se em temas de produtividade, métodos de estudo e tecnologia mas também em histórias de vida, criatividade e desenvolvimento pessoal. Acompanho há muito tempo o canal de YouTube dele e é dos poucos dos quais eu sinto que me é realmente útil. Recentemente comecei a ouvir também o Podcast e é algo que também me dá muito prazer ouvir pelo facto de ser uma conversa tranquila entre ele e o irmão sobre os mais variados tópicos. A Newsletter dele é um mail semanal do qual ele escreve sobre alguns pontos importantes da semana, recomendações, sejam elas de Blogues, Podcasts ou livros.

A outra que vos quero falar, e certamente a minha preferida, é a de James Clear. Provavelmente já ouviram falar deste autor, James Clear é o escritor do bestseller Hábitos Atómicos. Livro que ainda não li, mas espero muito recentemente pegar nele. Há umas semanas atrás, tive a sorte de encontrar o seu Blog e fiquei maravilhado com a quantidade de conteúdo que lá se encontrava. Depois de ler alguns artigos, decidi subscrever-me na sua Newsletter e não me arrependi. É algo que ao ler o que cai no mail semanalmente me dá uma certa satisfação. De todos os Blogues que sigo, definitivamente este é o meu de eleição. 

Recomendo que espreites as plataformas de cada um que citei acima. Pode ser que encontres informação que te ajude tanto quanto me ajudou a mim.

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