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A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

A Jornada de um Estudante

Um Blog sobre aprender, ensinar e criar online.

11 Dez, 2019

Compromete-te

Quando tu pensares que não és capaz de algo, compromete-te a fazer isso.
Quando as outras pessoas pensarem que não és capaz de algo, compromete-te a fazer isso.
Dia após dia a fazeres coisas que não só superam as tuas expectativas como também as dos outros, fazem com que tu e os outros te olhem de forma diferente. Fazem de ti uma pessoa mais forte. Faz com que os outros tenham medo de ti, vendo-te assim como uma pessoa resiliente e determinada. Porque pessoas fortes realmente não são aquelas que nós sabemos o que conseguem fazer, mas sim aquelas que não sabemos o que elas não conseguem fazer.

A vida é muito curta para ser desperdiçada por uma estupidez. Principalmente quando esta é feita de forma inconscientemente, pois não temos controlo sobre ela.

Este tema vai um bocado ao encontro com o qual eu escrevi sobre os meus medos. Nesse post referi que tinha medo de perder o controlo da minha vida. Isso assusta-me realmente. Porque se eu perder o controlo, isso significa que eu posso fazer algo de forma inconsciente com a qual eu me posso a arrepender mais tarde. 

A vida ao contrário dos jogos, não tem uma opção de voltar atrás. O que está feito, está feito e não há volta a dar. É por isso que é necessário ter noção de tudo o que fazemos. Ter a certeza que tudo o que fazemos tem um porquê. Que nada é feito por acaso. Esta é a única solução que existe para que não nos arrependamos de muitas coisas ao longo da nossa vida.

Sei que isto é mais fácil falar do que ser feito. Por vezes, a raiva, a mágua e outras emoções apoderam-se de nós sendo difícil controlá-las. Mas, como disse, é difícil não é impossível. Para além das emoções, algo que se tem de ter muita atenção são as drogas. Sejam elas o álcool ou outras substâncias, estas podem mudar a nossa perceção da realidade. Diminuindo a nossa capacidade de tomar decisões, resultando muitas vezes consecutivamente em situações pelas quais nos vamos arrepender mais tarde. Por isso, nestas situações é necessário um cuidado acrescido.

Posto isto, se algo é evitável porque não evitar? Se temos opção, e controlo,sobre isso, essa parece-me a escolha certa a ser feita. Pois é mais segura e mantém-nos verdadeiros a nós próprios.

 

09 Dez, 2019

O dar e o receber

Sabe tão bem quando temos o sentimento que somos úteis. Que o que estamos a fazer tem tanto significado para nós, como para as outras pessoas. Saber que estamos a ajudar o próximo e que esse é-nos extremamente grato dizendo-nos mesmo isso. 

Momentos destes enchem-nos o coração. Se o dar e o receber é uma troca por troca, um obrigado e um sorriso genuíno é a melhor coisa que nos podem dar.

Há poucos sentimentos melhores que este. Mas são nestes momentos que percebemos que estamos a investir para um mundo pelo menos bocadinho melhor.

Mais uma folha em branco que vai ser preenchida com palavras. Talvez dirão algo, talvez não dirão nada. Palavras, o que querem vocês dizer hoje? 

Apesar de ser eu a escrever, elas é que falam. Eu só as liberto do meu pensamento para que se expressem livremente. Bem, dito assim, até parece que sou um guarda prisioneiro. Guardando e protegendo os seus pensamentos que querem ser livres para se expressarem por palavras. Mas não me considero tal. Diria que, se há alguma prisão no meu pensamento onde estão as guardadas essas palavras, a cancela está então permanentemente aberta. Talvez poderá haver algum tipo de segurança controlando as entradas e saídas, só Deus sabe, mas espero que sim. Porque por mais pequena que seja essa segurança, pode ajudar a evitar pensamentos negativos. Pensamentos que causam entropia. Desorganizando assim os pensamentos da casa. 

Mas até digo mais, talvez essa entropia seja boa. Porque o que não nos mata torna-nos mais fortes. Se o nosso pensamento fosse sempre organizado e bonito como um campo de flores, íamos abaixo a cada pequena desordem que ocorresse nele. Por isso, pequeninos seguranças do meu pensamento (se é que vocês existem), façam o vosso trabalho bem. Deixem entrar o que acham que deva entrar e deixem sair o que acham que deva sair, mas não se esqueçam, tudo nas medidas certas. 

Hoje foi dia de fazer a árvore de natal. Até hoje, ainda não me sentia no espírito natalício. Talvez devido ao ambiente que me rodeava não estar a transmitir isso. Mas, definitavamente que agora está!  E que agora sim, sinto e cheiro o natal. 

Apesar destes primeiros dias de dezembro já terem passado músicas de natal na rádio e já estar meio mundo a falar disso, continuava a sentir-me como sentia. E isto só mudou, ao fazer a árvore de natal. Porque, verdade seja dita, o "fazer a árvore de natal" e a colocação das devidas decorações iniciam esta época. Natal não é natal sem árvore. E recuso-me que seja de outra maneira!

Natal também não é natal sem o cheiro a frio, o da lareira, o do chocolate quente nas noites frias. Natal não é natal sem as decorações, o presépio e todos os pequenos peluches como pais natais, renas e bonecos de neve. Natal não é natal sem as noites iluminadas com temas natalícios. Natal não é natal sem a família toda reunida à mesa. Natal não é natal sem amigos e prendas do amigo secreto. Natal não é natal sem mais mil e uma coisas. Não deixemos cair estas pequenas tradições. Porque são elas que fazem a verdadeira magia do natal.

Vivemos num planeta tão pequeno, mas ao mesmo tempo tão grande. É fascinante a quantidade de culturas e costumes que o nosso planeta acarreta. E com isso, provém pessoas muito diferentes com, consequentemente, realidades muito diferentes. Realidades essas que nem pensamos muitas vezes existir pois não lidamos com elas no dia-a-dia, ou pelo menos, não conscientemente.

Todos os dias, sem exceção, encontramo-nos com pessoas com culturas diferentes das nossas, etnias diferentes, realidades diferentes. E é muito interessante refletir sobre como o tempo mudou. Pois hoje, em pleno século XXI, todas as culturas do mundo (arrisco dizer) estão completamente espalhadas pelo globo. Claro que estão mais concentradas nas suas terras natal, mas estamos numa época em que viajar se tornou banal. Já não demora semanas ou talvez mesmo meses e anos a ir para um certo local do planeta. Com algumas horas de viagem, conseguimo-nos meter num dos quatro cantos do globo e isso é, certamente, um marco muito importante na história da humanidade.

05 Dez, 2019

Confiança é tudo

Para as pessoas acreditarem em algo que estamos a dizer é preciso que transmitemos confiança para elas. É preciso que elas nos vejam confiantes tanto no assunto como em nós mesmos. Uma vez que essa confiança seja passada para a pessoa, já é meio caminho andado para ela confiar em nós e nas nossas palavras.

Este assunto tem muito pano para mangas. Dava para escrever um livro com ele, pois existem muitos truques e dicas para ser bem sucedido tanto em apresentações orais como em conversas mais informais. O que não pode faltar é a confiança. Como eu costumo dizer: "Confiança é tudo!". Distingue-se a milhas uma pessoa que fala com confiança e assertividade do que uma pessoa que não fala. A confiança vai influenciar o teu discurso muito mais do que tu possas imaginar. Ela influencia o teu tom de voz, a tua postura, as tuas expressões, tudo...

Para além de ser benéfico para ti como te mostras para os outros, também é benéfico para ti a forma como te sentes ao te mostrar aos outros. Numa apresentação oral, uma pessoa confiante sente-se presente, sente-se em casa. Tem a perceção que preenche o palco todo. Que aquele momento é o momento dela e que nada nem ninguém consegue estragar isso.

Acredito que nem todos nós conseguimo-nos sentir assim em momentos destes, mas, a boa notícia é que a confiança é algo que consegue ser trabalhada. Mas isso já é assunto para outra altura.

04 Dez, 2019

O processo criativo

Quando pensamos em criar algo, como por exemplo o texto que estou a escrever agora, parece tudo tão estruturado... Como se na nossa cabeça todas as palavras se encaixassem perfeitamente umas nas outras. Uma autêntica obra de arte. Dada tal ideia, começamos a escrever. Escrevemos, escrevemos e, depois de escrito, lemos. Qual não é o nosso espanto quando o que acabámos de escrever não tem nada a ver com o que tínhamos imaginado inicialmente.

Este é o dia-a-dia de cada um. Pensar não requer habilidades nem capacidades. Basicamente, não há limites. Podemos pensar no que quisermos, como quisermos. Mas como ninguém é perfeito, quando chega a hora de começar a colocar o plano em ação, as coisas não correm como esperado.

Há medida que vamos tentando. Uma e outra vez. As nossas criações começam a assemelhar-se cada vez mais com os nossos pensamentos. É aí que podemos dizer que estamos a melhorar em algo. Quando, aos poucos e poucos, conseguimos que as nossas criações e os nossos pensamentos caminhem finalmente lado a lado.

Não percebo porque não falamos com as pessoas quando lhes temos algo a dizer. Seja isso por desacordo de ideias, mal-entendidos, o que seja. Porque é que isso acontece? Porque é que não endireitamos os ombros, chegamo-nos à frente e dizemos o que temos a dizer? Penso que a sociedade tinha muito a ganhar caso isto fosse posto mais em prática.

Não se trata de ter medo de falar, ter medo desrespeitar o próximo... Isso são coisas secundárias que tendo em atenção podem ser evitadas. O que não pode ser evitado é o arrependimento de deixar palavras por dizer. Nisso não há volta atrás.

É importante dizermos o que achamos que está correto, darmos a nossa opinião das coisas. É isso que nos dá um papel ativo na sociedade. O facto de mostrarmos que estamos presentes passa que não deixamos que passem por cima de nós simplesmente. Por isso é importante dar a palavra independentemente de tudo. Pois ela dada com educação e respeito pode mudar tanto a nossa vida, como a vida das outras pessoas.

De acordo com o dicionário, "vício" define-se como: hábito profundamente enraizado de ações consideradas moralmente condenáveis. A verdade é que existem muitos vícios na sociedade, sendo que os mais conhecidos e falados são os por excesso de álcool ou o consumo de drogas.

Nenhum vício é beneficial para ninguém. Tudo o que é feito em demasia não é saudável, a nossa vida precisa de um equilíbrio em tudo o que fazemos. O que acontece muitas vezes é a pessoa com o vício negar que o tem. Como se estivesse muito bem e que ela própria tem controlo com o que quer ou não fazer (o que não é totalmente verdade). O pior é que situações como esta tornam-se numa bola de neve. A pessoa vai negando o vício, à medida que o tempo passa o vício vai aumentando, a pessoa vai-se autodestruindo, magoando consequentemente também as pessoas ao seu redor. Porque, ao contrário do que as pessoas com vício possam pensar, o mal deles afeta os outros também. Há pessoas que se preocupam com eles. Se eles estão mal, os outros estão mal por eles. Pensamentos destes são irrealistas, mostram egocentrismo e, mais uma vez, uma negação do problema.

Um caminho para evitar tudo isto passa por, primeiro, reconhecer o problema. Chegar ao fundo da questão. Refletir sobre todos os pequenos problemas que estão a decorrer para reconhecer e aceitar o problema maior. Depois de reconhecido o problema, pode-se seguir para a procura de ajuda como solução. Seja familiar ou mesmo profissional. Porque nestes casos, não interessa o que faças e como faças as coisas, interessa sim chegares onde queres chegar: Viver. Com uma melhor qualidade de vida tanto para ti como para os teus.